CAUSAS DO APARECIMENTO DA ANSIEDADE

Situações condicionadas - Quando você acredita que por já ter sentido ansiedade nesse lugar vai automaticamente sentir de novo.

Situações generalizadas - Quando a situação que está vivendo é igual ou parecida com outra já vivida. Exemplo: fui ao cinema e minha ansiedade foi enorme. Estou no teatro e vou sentir a mesma coisa, já que os lugares são parecidos.

Alteração do corpo -.Quando por qualquer motivo sente algo físico como: dor de cabeça ou tonteira, taquicardia ou mesmo uma febre.

Pensamentos - Quando por qualquer motivo temos pensamentos que nos levam a coisas, pessoas ou lugares desagradáveis.

Problemas de vida - Quando estamos passando por algum problema real que nos aborrece, chateia ou entristece.

Antecipação - Talvez o fator que nos faz atingir o maior grau de ansiedade. Quando por já termos sentido ansiedade em alto grau ou até mesmo o pânico, numa situação que temos que viver de novo, antecipamos a ansiedade ou o pânico, mesmo sem saber se dessa vez poderíamos controlá-lo ou mesmo nem vir a tê-lo.

Sugestões de procedimentos e técnicas para o tratamento dos estados de ansiedade, em especial, da Síndrome do Pânico: sua forma de manifestação mais severa.

1. Descrição do Tratamento
O tratamento da Síndrome do Pânico que vem apresentando melhores resultados atualmente, combina duas vertentes que funcionam simultaneamente. A primeira, dirige-se mais diretamente ao momento da crise ou ataque de pânico. Suas preocupações estão mais voltadas para oferecer, de imediato, meios que possibilitem monitorar o aumento da ansiedade/medo, impedindo que se desenvolva e que desencadeie uma crise de pânico. A segunda vertente visa, em especial, a promover uma revisão na forma particular de perceber o mundo, própria a cada pessoa. Pretende examinar através das sessões psicoterapêuticas, as leituras ou interpretações que cada um utiliza para se explicar o que acontece em sua vida, incluindo as alterações que ocorrem no seu próprio corpo.

2. Ponto de partida efetivo
O momento inicial do tratamento se dedica a estimular uma mudança de atitude que é muito frequente em quase todas as pessoas que experimentam a Síndrome do Pânico: consiste em evitar tudo o que pode remeter à situação da crise de pânico. Muitas fobias se desenvolvem a partir daí, impondo restrições de toda ordem e em graus diversos.

Nesse sentido o tratamento visa a oferecer meios que auxiliem as pessoas a se comportarem de forma diferente diante das “situações-problema”. A primeira sugestão é o exercício de exposição. O tratamento por exposição pretende treinar a enfrentar de forma gradual e controlada as situações que são evitadas por medo de passar mal. Devem ser aí incluídos todos os elementos que compõem as situações temidas/evitadas (sair sozinho, supermercado, ônibus, metrô, teatro, cinema shoppings, etc). Na Síndrome do Pânico com agorafobia a pessoa obtém um alívio passageiro da ansiedade quando foge dessas situações. Este alívio é enganador, pois não dura e tende a aumentar o medo, criando um ciclo vicioso que agrava ainda mais a fobia e restringe cada vez mais a vida da pessoa.

O medo e os sintomas físicos do pânico tendem a diminuir naturalmente sem necessidade de fuga. Conseguindo permanecer na situação temida o que vai ocorrer no início é um aumento da ansiedade/medo, que em seguida vai diminuindo até voltar ao normal. O tratamento por exposição visa a promover o confronto com objetos e situações evitadas. Para que a exposição obtenha sucesso é preciso que seja gradual, repetida e prolongada.

3. Familiarizando-se com os sintomas físicos de ansiedade

Os vários sintomas físicos de ansiedade (taquicardia, tonteira, falta de ar, tremedeira, sudorese, sensação de frio e calor, aperto na garganta, etc), são muito intensos nas crises de pânico. O fato de ocorrerem sem a percepção de uma causa aparente leva a pessoa a achar que há algo errado com seu organismo, e que poderá ter um enfarto, fechar a glote, sufocar-se ou até mesmo morrer. Mas, no entanto, nada disso vai ocorrer. Essas alterações físicas que fazem parte do quadro que caracteriza a crise de pânico figuram como uma resposta natural do corpo devido a ativação do sistema nervoso.

Trata-se de uma reação do organismo que gera um quadro chamado “estado de alerta”. Tal reação é inteiramente normal numa situação de perigo, embora na Síndrome do Pânico ocorra aparentemente sem motivo. É consequência da liberação de diferentes substâncias químicas no sangue, e que age em vários de nossos órgãos. Entretanto, é muito importante lembrar que tal reação de alerta é extremamente desconfortável e pode mesmo assustar, mas, NÃO é perigosa.

4. Aprendendo a controlar a ansiedade durante a crise

Uma das maneiras de diminuir e controlar uma crise de ansiedade é utilizando a técnica de respiração.
Ao sentirmos ansiedade, normalmente respiramos de forma rápida e descontrolada. Isso desequilibra o organismo e causa sintomas de ansiedade como: formigamentos, tontura, contração da musculatura, etc, piorando o pânico. A respiração correta corrige esse desequilíbrio e impede que a crise progrida ao pânico.

Respirar devagar e pausadamente é um aprendizado sobre o qual daremos indicações mais adiante.Treine essa nova forma de respiração em casa e encontre seu ritmo. Aplique essa técnica toda vez que começar a sentir os sintomas.

Outro recurso para enfrentar a crise é tentar desviar a atenção, procurando se distrair, ocupando-se de alguma maneira. Por exemplo: contando em ordem decrescente, de 4 em 4, a partir de um determinado número ? 200... 196... 192... etc. Você vai ver que logo a ansiedade baixa de nível. Veja mais adiante outras informações e exemplos alternativos de atividades sobre como desviar a atenção.

Outra sugestão, e que contém dupla função, é tentar fazer certos exercícios de relaxamento, possíveis de serem praticados em qualquer situação. Esse recurso auxilia na diminuição da ansiedade no momento da crise, não só devido ao exercício em si, que relaxa, como também funciona enquanto meio de desviar a atenção. Os exercícios de relaxamento também serão abordados de forma mais detalhada nas páginas que se seguem.

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Se nós tentarmos racionalizar veremos que muitas vezes já enfrentamos situações que elevam os sintomas de ansiedade e nem por isso entramos em pânico.

Todas as vezes que você ficar tenso ou mesmo ansioso deve pensar que isso não quer dizer que vai chegar ao pânico. Se analisarmos as vezes que elevamos a um alto grau a nossa ansiedade, veremos que em sua grande maioria não chegamos a ele.

A prática da exposição combinada com as revisões dos discursos e interpretações de cada pessoa, em particular, possibilita que as situações que geram pânico passem a ter grandes chances de serem esvaziadas em seus poderosos e temidos efeitos.

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